Segunda-feira, Junho 1, 2026
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“Segurança não pode ser comprometida em nenhuma circunstância”

Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou, esta segunda-feira, o ataque de drones reportado nas imediações da central nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos.

O Governo português manifestou hoje “grande preocupação” com o ataque de drones reportado nas imediações da central nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos.

Numa publicação feita esta segunda-feira nas redes sociais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros defendeu que “a segurança nuclear não pode ser comprometida em nenhuma circunstância”.

“Condenamos quaisquer ações que a ponham em risco e expressamos solidariedade com os Emirados Árabes Unidos”, lê-se na página do ministério tutelado por Paulo Rangel.

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) denunciaram no domingo o impacto de um aparelho não tripulado que provocou um incêndio num gerador que alimentava a central nuclear de Barakah, na região de al-Dhafra, que abrange grande parte do oeste do país.

O Centro de Emergência de Abu Dhabi, na mensagem de alerta divulgada nas redes sociais, não identificou a origem do drone.

O Irão, que desde 28 de fevereiro tem lançado ataques contra países da região com presença militar norte-americana, também não comentou o incidente.

Em todo o caso, segundo os serviços de emergência dos Emirados, “não houve feridos nem impacto nos níveis de segurança radiológica”.

A Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos Emirados confirmou que o incêndio não afetou a segurança da central nem o funcionamento dos sistemas essenciais, acrescentando que todas as unidades operam normalmente.

No sábado, o Governo dos EAU afirmou que “todas as medidas” tomadas pelo país do Golfo Pérsico na guerra contra o Irão se enquadraram “em ações defensivas”, sem esclarecer se já atacou ou não a República Islâmica.

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU, o país mais atingido pelo Irão em resposta à ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel, afirmou que essas medidas destinaram-se a “proteger a soberania, os civis e as infraestruturas vitais, em linha com o direito legítimo do país de salvaguardar a sua segurança nacional e manter a sua estabilidade”.

A reação surge após uma notícia publicada na segunda-feira pelo diário norte-americano Wall Street Journal, segundo a qual o país, situado em frente à costa iraniana, tem realizado ataques secretos contra o Irão, incluindo um em abril que atingiu uma refinaria de petróleo na ilha iraniana de Lavan

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