Burla do banco a milhares de Moçambicanos…

Burla do banco chinês a milhares de moçambicanos

Segundo avança e escreve o jornal a savana, – Quando em Junho de 2016, o Banco de Moçambique (BM) decidiu cativar as contas bancárias da Associação de Crédito Ajuda Mutua, ou simplesmente “banco chinês”, muitos depositantes encheram-se de esperança de que em curto intervalo de tempo pudessem reaver o seu dinheiro.

Entretanto, de lá a esta parte, não existe sinal. O que se sabe é que depois de contas trancadas, o Banco de Moçambique decidiu encaminhar o assunto para a Procuradoria da República da Cidade de Maputo, acusando os responsáveis do “banco chinês” de terem criado uma instituição de crédito sem qualquer autorização, além das suspeitas relacionadas com atribuição de juros excessivamente altas a favor dos depositantes.

Meses depois ficou-se a saber que o Ministério Público já tinha deduzido acusação contra sete arguidos, dos quais seis moçambicanos e um chinês.

Questionado na sexta-feira por jornalistas no habitual briefing mensal, o Banco de Moçambique simplesmente decidiu fechar-se em copas, encontrando subterfúgio no facto de o assunto estar sob alçada da administração da justiça.

A directora de comunicação do BM, Silvina de Abreu, disse que a instituição não interfere e nem pode interferir no trabalho que actualmente está a ser desenvolvido pelo sector da justiça. Ajuntou que em momento apropriado, o sector da justiça “irá pronunciar-se no seu mais alto critério”.

“No seu mais elevado critério irá encaminhar o assunto e pronunciar-se. Sempre que o BM recebe alguma questão para clarificação por indivíduos ou grupos de indivíduos, o BM tem encaminhado às instituições judiciais” – explicou a dirigente.

Aquando da dedução da acusação, ficou a indicação de que o grupo iria responder por um crime de exercício ilícito de receptação de depósitos e outros fundos reembolsáveis. O grupo é ainda acusado de prática de um crime de burla por defraudação, um crime de associação para delinquir e um outro de branqueamento de capitais.
Na altura, o MP deu ainda a conhecer que, pela acção do grupo,
o Estado tinha deixado de arrecadar para os seus cofres mais de 29 milhões de meticais em impostos, sobre cerca de 482 milhões de meticais apurados nas contas do banco chinês.

fonte: Savana


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